terça-feira, 11 de julho de 2017

O forno (mufla cerâmica)

A mufla cerâmica é o elemento crítico e fundamental para que uma peça atinja todo o seu esplendor. O controlo do processo de cozedura do barro (neste caso, na ordem dos 1.000ºC) confere qualidades aos bonecos que os manterão resistente pelos séculos.

Surfing

Cerâmica. Diâmetro aprox.: 45cm (1995)
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Este medalhão cerâmico já tem uns anos (é de 1995). Mantém-se actual na referência a uma actividade desportiva com forte implantação na Figueira da Foz.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

sexta-feira, 30 de junho de 2017

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Alive

Cerâmica - Dimensões aprox.: 45cm x 40cm x 40cm (2017)

A construção de uma peça cerâmica de dimensões generosas e com elementos múltiplos agregados é um desafio que merece ser acompanhado na sua complexidade. Deixo os registos de alguns passos que mostram como é árduo o caminho até ao produto e sujeito a imprevistos (inclusive na cozedura do barro).





sábado, 17 de junho de 2017

segunda-feira, 18 de abril de 2016

segunda-feira, 28 de março de 2016

Bloom Art


Tal como acontece com o desenvolvimento ocasional e incontrolado (blooms) de plâncton nos ambientes aquáticos, ou de outras comunidades pouco perceptíveis em escalas reduzidas, também o crescimento e a exposição dos elementos antes ignorados numa paisagem cria desafios e reflexões diferentes na linguagem do holismo. Especialmente na pintura, as opções estéticas do ordenamento dos espaços disponíveis numa tela têm significados sensíveis consoante a dimensão.
Um aspecto crucial do holismo é, então, a escala de observação de um objecto, de um elemento particular, ou de uma paisagem, podendo em cada nível de análise seleccionar o essencial e abdicar do acessório. Ou pode agrupar, criar novas formas que realcem os perfis desejados e os volumes do conjunto. São esses os fundamentos da BloomArt que evoca os (des)equilíbrios sensíveis que sobressaem em escalas convergentes.
No trabalho de concepção (ainda que permanentemente imaterializável em todas as complexidades), registam-se esboços, linhas de força, limites espaciais, mais ou menos instáveis nas suas posições e tamanhos. Neste aspecto estrutural, não há diferenças da BloomArt, enquanto via do holismo, relativamente a outras escolas ou áreas artísticas, relevando que, para todos, se impõe hoje a maior capacidade dos suportes técnicos que alicerçam novas visões e utopias. Em todo o caso, nunca o trabalho manual ou digital deve limitar a criatividade e a imprevisibilidade, uma vez que os procedimentos de programação são eles próprios indissociáveis do seu autor e do que ele constrói em todas as etapas da realização do produto artístico.
É essencial valorizar o espaço para a concepção ideológico-teórica da obra, do processo que a envolve, da própria acomodação dos desvios de percurso, como sejam os acasos e os impulsos incontroláveis que, a todo o momento, lhe atribuem novas singularidades,… grande parte delas relacionadas com a dimensão e a capacidade de intuir o que os olhos vêem e o que não vêem.

sábado, 23 de janeiro de 2016

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Coimbra CXIV (nocturno)


Acrílico s/ tela - 100cm X 80 cm - 2015
PD JMNC

sexta-feira, 22 de maio de 2015

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

(notas sobre) Fundamentos do holismo

Praticamente todas as áreas do conhecimento, desde a concepção crítica da realidade concreta ou percebida, à avaliação e ponderação de sistemas, até à formulação de modelos teóricos, por exemplo, têm subjacente a análise holística como método de síntese.
Em termos simples, o holismo significa que o todo tem um valor superior à soma das partes. E o ser superior não significa necessariamente ter mais, mas sim uma melhor relação entre as partes e, sobretudo, a configuração das partes num corpo comum.
Na verdade, o que importa é a expressão global, a silhueta, a personalidade apetrechada das emoções do conjunto (o holos dos gregos).
Outro aspecto crucial do holismo é a escala em que aborda um fenómeno, um elemento particular, ou uma paisagem, podendo em cada nível de observação seleccionar o essencial e abdicar do acessório. Ou, então, pode agrupá-lo, dar-lhe uma forma nova que realce os perfis desejados e os volumes do conjunto. E, neste caso, é um processo prévio que designo de holismo conceptual porque facilita muito (pelo menos, por agora) a fundamentação teórica.
O holismo tem um carácter extemporâneo nas múltiplas dinâmicas espacio-temporais onde é aplicado. Esta qualidade faz com que o holismo não seja hermético, mas sim flexível e sujeito aos acasos da observação e dos registos de cada instante. Ou seja, sendo consensual na forma de exprimir os elementos essenciais de um resultado, de uma imagem, de uma ideia, pode organizar a soma e a subtracção das partes, a matriz de elementos com poder explicativo, de tal forma que o resultado embora diverso seja sempre o mesmo.
Tudo pode ser alterado e disposto com aparente desordem de modo a criar a harmonia principal, sendo que esta também é alterável com a aproximação ou afastamento do campo de observação. Desse modo, os objectos, em si próprios, deixam de ter sentido, ou passam a ser pouco importantes. Já o jogo de um qualquer conjunto de peças imperfeitas pode ganhar expressividade e reforçar as relações de pertença.
Seja como for, nas artes, passar da análise holística de toda e qualquer criação para a assunção do holismo enquanto princípio conceptual de organização é algo aparentemente estranho, pois isso significa (ante)ver a obra antes da sua realização, marcando-lhe previamente os pontos fortes e os fracos. Aliás, se reflectirmos um pouco, facilmente percebemos que, neste aspecto, o realismo e o hiper-realismo já o fazem de forma precisa e matematicamente calibrada, abdicando apenas dos aspectos mais emocionais. Pelo contrário, o expressionismo exacerba as emoções, embora crie pontos de ruptura na realidade concreta que estão previamente assumidos. Do lado oposto, temos, por exemplo, o surrealismo que respira o verdadeiro mundo dos sonhos e estilhaça qualquer veleidade de geoposicionamentos; ou o cubismo que tem mais interesse em exibir o particular, por vezes de forma tão grotesca que soterra o conjunto sob sucessivas capas de aparências. Ambos se afastam, pois, do holismo conceptual, sem prejuízo de exibirem valores extraordinários na análise holística formal.
Afinal, bem vistas as coisas, o que une o holismo formal ao holismo conceptual é a expressão do todo como um valor simbólico absoluto, capaz de arrebatar a nossa atenção e interesse.
De seguida, apresento vários trabalhos do holismo conceptual, começando por mostrar como no figurativo personalizado (o retrato) a simplificação dos elementos acessórios beneficia a leitura e a componente emotiva dos personagens, enquanto o retrato mais realista (a carvão/grafite), apesar da densidade, apenas regista o que é óbvio.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Pessoas (2 Retratos do holismo e 1 realista)

José Medeiros
Acrílico s/ tela - 90cmX60cm


Mário Soares
Acrílico s/ tela - 60cmX90cm


Ana Bela
  Carvão (grafite) s/ papel - 60cmX80cm

Estaleiros

Acrílico s/ tela - 50cmX70 cm (2011)
D MM

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Exposição de Pintura no CAE da Figueira da Foz

Na Sala Zé Penicheiro,
de 26 de Junho a 22 de Julho de 2012.
João Ricardo e José Ribeiro
(ver página 23 da Agenda Cultural do 2º trimestre)

Cave Artem!
Omnia causa fiunt



O nosso convite para a exposição do CAE

quinta-feira, 22 de março de 2012